domingo, 20 de dezembro de 2015

Aniversário chegando - Tema Reino Encantado

Lembrancinha

Chaveirinho em forma de coroa. - passo a passo




Você vai precisar de:

  • Linha dourada (para o contorno)
  • Linha branca (para costurar as pérolas)
  • Manta acrílica
  • Tesoura
  • Feltro
  • Cola Glitter
  • Pérolas


  • Faça o molde da coroa e corte o feltro ( a dica é já cortar duas faces, assim elas ficam iguaizinhas)





  • Com a linha dourada (ou da cor que você escolher ) vá alinhavando toda a volta da coroa.
  • Deixe um pequeno espaço ao final para preencher com a manta acrílica
  • termine de alinhavar e de um ponto final.






  • Costure as pérolas em cada ponta da coroa ao seu modo
  • numa das pontas costure a argolinha do chaveiro
  • Com cola Glitter você pode escrever a letra do nome da criança ou alinhavar com a mesma linha dourada.











Por: Bruna Francine








terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Blog que sigo: Olá Meninas!

Olhem esse blog que lindo!
Pra nós que somos mães jovens e não temos tanto tempo para correr atrás da beleza, moda, roupas... mas mesmo assim não podemos deixar nada de lado, esse blog nos ajuda com boas dicas, afinal, somos mães, mas antes somos mulheres e jovens!

Sigam lá:


Olá Meninas!: 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Meu pé de cebolinha

Antes dos cinco anos o principal aprendizado da crianças vem através do lúdico.  A brincadeira é importante para o aprendizado e faz parte do crescimento.  Toda criança tem que aprender brincando, pois são as brincadeiras de criança que ensinarão os valores de adulto.  Criança que não brinca será consequentemente um adulto frustrado.  Precisamos aprender a ver o belo da vida, e o belo começa agora.

Hoje, a tarefa do belo foi através da plantinha. Ter um vasinho com uma planta qualquer para a criança cultivar é essencial para ela entender a persistência, o amor, a paciência,  a responsabilidade,  tudo aprendido através do "brincar de plantar". Pode ser uma planta simples, desde que a criança tenha contato com a terra, tenha responsabilidade em cuidar daquela plantinha.  Em casa começamos com uma cebolinha,  e todo dia Lara pede pra "molar a pantinha". Ela já aprendeu que precisa ser persistente pra ver crescer. Isso gera compromisso,  e é o que ela levará pra vida toda. Ela não lembrará dos vários brinquedos de plástico,  mas lembrará do amor que ela precisou cultivar. 
Agora o próximo passo é ela plantar uma árvore em algum lugar público.  Que não precisará de cuidados diários,  mas que de quando em quando teremos que ir ver, brincar, conversar com a árvore (parece bobo, mas esse vínculo com a natureza torna a Criança mais compreensiva,  calma, e responsável). Não podemos criar máquinas,  precisamos criar seres humanos, e pra isso precisamos estabelecer vínculos com o que nos faz humanos. É mais um exercício para nós adultos que muitas vezes deixamos o encanto de lado.  As crianças por si só vão entender.  Nós precisamos de um esforço. 

E vamos amar a natureza!  Porque ela também nos faz humanos.

PS: cuidar de um animalzinho também é forma de criar vínculo,  amor, responsabilidade (Mas cuidar mesmo. Amar. ).

PS2: Agora a vovó aumentou uma plantinha no vaso da Lara. E elas cuidam dessa também.  

Tente! Seu filho vai amar!

Por: Bruna Francine

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

É só conciliar!

Minhas notas finais...


Quase pulei até o teto quando vi essa coluninha na minha página do aluno!!!





 Eu fui aprovada em TODAS as matérias, DIRETO! Como é bom ver que os esforços valem a pena. Tem sido difícil sim, às vezes me sinto culpada e a pior mãe do mundo por deixar a Lara. Mas eu sei que no fundo fará bem pra nós duas. Aliás, ela vai crescer, vai me ver formada, e só vai importar pra ela o amor que dei e darei todos os dias, a atenção, o carinho. Muitas vezes estava estressada, com medo das provas, nervosa, mas eu olhava pra ela e pensava: "Ela não tem culpa de nada", então achava forças de onde não sabia que existia e brincava de "neneca", dava banhos que nem precisavam, só para ter mais contato, deixava ela rabiscar meus livros.. E quando eu olhava pro meu VADE MECUM na hora da prova todo riscado, eu focava, porque aquele momento era eu e os livros, eu e o Direito. Lara estava em casa, e eu tinha que deixar ela lá, mas tinha que focar enquanto tivesse só eu e a faculdade, porque eram daí que surgiriam os frutos sem que precisasse deixá-la sem atenção.
O mais importante de tudo isso, o que mais me faz sentir mãe, me faz ser mulher é perceber que consigo fazer cada coisinha com dedicação, e que acima de tudo nunca deixei o carinho de lado. Ela está numa fase difícil agora, prestes a completar dois anos; faz birras, chora quando quer algo, e mesmo assim eu não tenho perdido a paciência, como achei que aconteceria por fazer muita coisa. Eu tenho conseguido ser mãe presente, mesmo com tantos compromissos. estou feliz com isso. Claro, não é sempre maravilhas, eu choro muito e muitas vezes penso que não sou nada, mas consigo levantar, olhar pra frente e seguir. Nunca chorar na frente dos filhos é uma dádiva de mãe, aprendi isso! Como podemos não é mesmo?! Ah! Mas podemos! Tenho medos...tenho sonhos.. mas eu sei que vai valer a pena, está valendo. Acredito que dificuldades não existem à toa. existem porque somos capazes, e pra vermos o quanto somos valiosas e o quanto podemos ir além!

Sempre agradeço a Deus por ter permitido cada coisa na minha vida, e principalmente por pôe nela pessoas maravilhosas que me ajudam. Minha mãe, minha comadre, minha irmã... mulheres como eu, que lutam e sonham comigo! 
E que a Lara seja cada vez mais amada!
Obrigada Deus! Parabéns a mim! Obrigada Lara!
E que venham as férias pra gente curtir!




Por: Bruna Francine

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Como conciliar provas acadêmicas e a maternidade (entre outras coisas...)


Tanta correria esses dias, mal tive tempo de postar aqui...

Tem sido difícil esse fim de semestre. Estou em semanas de provas, e qualquer tempo livre tenho que aproveitar para estudar, fica difícil porque às vezes preciso deixar de lado um pouco a atenção que dou à Lara, mas uma coisa que nunca mudo em mim: Quando estou com ela o tempo é só dela! Apesar de nos últimos dias eu ter contado com um pouco mais de ajuda da madrinha e de minha mãe, que acabam ficando mais tempo com ela pra eu poder estudar e ainda ensaiar para o festival que será semana que vem, mesmo assim ainda consigo fazer do nosso tempo juntas valioso. Acho que isso é a superação que qualquer mãe que quer fazer um pouco de tudo deve buscar: ser inteira ao seu filho nos momentos que estiver só com ele. Dar a ele um tempinho a sós, pra brincarem, se beijarem, abraçarem, ele precisa sentir que você volta, que está lá quando ele mais precisa. Ás vezes precisamos "regredir" e deixá-los dormir em nossas camas, talvez ele só queira um pouquinho de atenção, carinho, colo de mãe.. e sabe que a noite é uma forma de tê-lo. Todas as manhãs nós conversamos em nossa língua, faço muito carinho nela, e especialmente a tarde quando temos um tempinho; quando as outras correrias nos acometem é preciso deixar um pouco de lado internet, celular, ou até mesmo uma louça pra lavar, mas como sempre, busco incluí-la no que faço, acho que é uma forma de melhorar muitas coisas, ela se sente importante a acaba entendendo o porque a mamãe faz isso ou aquilo.
Acredite em você e no que você tem vontade de fazer, nunca deixe de pensar no seu filho, mas lembre-se que ele não gostaria de ser empecilho pra você em nada na vida, pelo contrário ele será muito feliz e realizado se souber que por causa dele você foi capaz de ir muito além! Você é jovem mas não precisa deixar de fazer nada que quiser, apenas seja você mesmo, cozinhe, dê passeios no parque, vá a teatros, lógico, temos que adaptar nossas rotinas à deles, mas faça sempre com eles o que puder, não desista de seus sonhos, com certeza eles te agradecerão um dia. E não esqueça: o carinho é o principal elo entre mãe e filho, independente de como for sua rotina não esqueça do apego, dos abraços, do amor... Você é jovem e mãe! Você é linda! E seu filho sua razão de viver! Mostre isso a ele! Estamos juntas!


Lendo com a Lara - Incentivo é tudo

Dançando com a Lara



Por: Bruna Francine

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Book Bailarina Baby

Lara 1 e 9 meses... 

Em ensaio fotográfico de bailarina, encanto de mamãe.
Fotos de Natália Bíscaro


A bailarina

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças."

Cecília Meireles









quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Saiu na revista Terraço!

Dois meses de blog! E tivemos a oportunidade de dar uma entrevista a revista Terraço, com texto de Amanda Trentin. Obrigada a todos pela confiança, pelo reconhecimento e oportunidade. Sucesso a todos da equipe Terraço!

Acesse o link da reportagem





domingo, 18 de outubro de 2015

"EU" - O universo particular - por Yuri Lucchesi



“EU”

O universo particular



Notas introdutórias



Esse texto é fruto de uma série de reflexões. São resumos de observações pessoais a respeito desse universo próprio existente em cada ser humano a quem designamos de “eu”, mas que não aceitamos por imposições sociais.



Introdução



“Há pessoas que vivem buscando métodos de ser melhor, dizem que precisam do que as deixem se sentir bem em meio aos outros, querem ser amigas de todos, tentam muitas vezes mudar o que são em sua essência para conquistar determinadas amizades, porém se esquecem do próprio valor e que amizades verdadeiras existem pelo que somos verdadeiramente. Há algumas coisas que precisamos pensar se quisermos ser alguém “bom pra todos”, que implica, antes de tudo, em olharmos pra nós mesmos e descobrirmos o que de fato estamos buscando. Primeiramente precisamos definir em nossas mentes o que é ser bom, o que é ser melhor, o que é ser sociável e enfim entender a diferença entre mudar e moldar e então olhar para nós mesmos e descobrir o que de fato vai nos deixar feliz em meio às pessoas e quais amigos, de fato, queremos ter. Se seguirmos essas ideias vamos parar e refletir que temos um valor próprio e é esse o único valor que temos que demonstrar, o resto acontece naturalmente.” (Bruna Moreli)



1. Do bom e do ruim

A colocação genérica entre bom e ruim não entra em méritos essenciais de caráter. Essa rotulação, talvez equivocada, trata da compatibilidade de humores e atitudes cotidianas ligadas às nossas observações subjetivas às pessoas do nosso círculo de convivência. Em nada, em princípio, possui ligação com os conceitos de “maldade” ou “bondade” baseados em conceitos éticos e morais.

Dito isso, ser "ruim" é algo que depende de muitos fatores: se o dia está sendo bom ou ruim; se estamos com algum problema no trabalho ou na família, até mesmo de saúde; se tivemos uma boa noite de sono; mas principalmente, se nossa atitude é a que esperavam. Infelizmente o conceito de "bom" e de "ruim" vai de uma expectativa e da perspectiva de quem observa. Acho que somos pessoas boas que podem, muitas vezes, agir de forma "ruim".

O resultado dessa equação é que vale pra dizer se somos ou não "bom". Mas ainda assim, aquilo que pode ser "bom" pra um, pode ser "ruim" para outra pessoa e vice versa.



2. Ser melhor

Não queira ser melhor, queira ser você mesmo. Só não espere que te aceitem com suas diferenças; isso é mais difícil do que ser melhor, pois para ser melhor basta agir e falar o que as pessoas querem e da forma como elas querem, no momento em que elas querem. É só mudar seu jeito, seu corpo e sua personalidade diante de cada circunstância. É só aprender com os erros dos outros (em alguns casos, apontá-los) e esconder os seus. Ser melhor é fácil. Difícil é ser você mesmo e ser aceito por isso. Sim... Sermos nós mesmos é difícil... Mas dá a leveza de saber que estamos sendo aquilo que somos e nos tira a culpa e o peso de tentarmos ser aquilo que as pessoas esperam. Mas sermos nós mesmos às vezes implica em darmos conta que não somos perfeitos, então a mudança cai no que foi dito acima; se ela não for por nós mesmos, porque nos sentimos bem com ela, só vai nos amargurar ainda mais, porque além de nos sentir frustrados pelo que somos vamos ficar pior tentando ser o que os outros querem que sejamos.


3. Ser sociável
Ser sociável vai muito além de moldar atitudes. Ser social é antes de tudo entender o próximo e permitir que haja empatia. É se interessar pelo que está sendo dito, é participar de conversas, é permitir-se debater de forma madura sem se digladiar. As pessoas não precisam de gente que molda suas atitudes. As pessoas precisam de gente que aceite as delas. Mas as pessoas também querem ouvir que estão erradas quando estão. A diferença entre ter muitos amigos e ter verdadeiros amigos está no que as pessoas podem esperar de você. Risadas em uma piada ou num assunto divertido sustentam uma amizade por uma hora. Lágrimas quando o outro está triste pode sustentar uma amizade por anos.



4. Mudar x moldar

Ninguém é perfeito. Temos apenas que aceitar nossos defeitos e qualidades. Podemos sim tentar melhorar e modificar certas características. Mas mudar é diferente de moldar. Mudar é algo interno, parte de dentro; moldar é algo que vem de fora. Quando mudamos é porque vemos que precisamos mudar. Quando moldamos, estamos nos adaptando à determinada situação. De certa maneira, quando moldamos estamos atuando.

A mudança tem que ser uma consequência e não um fim. Ela não se extingue em si mesma. Deve ser um processo contínuo fruto do aprendizado cotidiano. Mas a motivação deve ser interna. Diria que mudar é um processo evolutivo. Se quisermos evoluir como pessoas, devemos mudar de dentro pra fora, não simplesmente nos adequando ao meio, mas justamente nos adequando como forma de reação ao meio. Às vezes as mudanças serão positivas ao meio e às vezes serão negativas. Mas é como disse, tem que vir de dentro, do aprendizado, da essência, da soma das experiências positivas e negativas. Um fruto a ser colhido da imensa árvore que é o aprendizado humano, onde cada galho, cada flor e cada folha são expressões singulares de sucessos e dissabores, mas a raiz é a essência, aquilo que nos faz “NÓS”, aquele “toque especial” que nos faz quem de fato somos, cada um, um “EU” único e totalmente próprio.

Já a moldagem não. É um processo externo, frio e com um único fim de adaptação e não de evolução. Quando rimos de uma piada que não gostamos ou concordamos com algo que não admitimos, estamos nos moldando e não mudando. É uma camuflagem. Uma persona que usamos para tentar mostrar algo que não temos e não somos.

Sim, em primeira observação a moldagem é mais "eficaz" para a sociabilização. Ela permite que as pessoas "gostem" de estar com a gente porque nos "tornamos simpáticos", sociáveis. Mas essas "amizades" são fugazes. Já na mudança ocorre um processo inverso. A mudança com a manutenção da essência nos tornará, em primeiro momento, "antipáticos" e, de certa forma, repulsivos. As pessoas nem sempre irão querer estar perto de nós. Mas em longo prazo as pessoas vão DESEJAR estar próximas porque verão que podem contar conosco para vida inteira. Há que se admitir, e talvez esse seja já o primeiro obstáculo do aprendizado, que existem pessoas cuja essência já é capaz de atrair as pessoas para próximo de si. São pessoas que se aproximam naturalmente. E é importante aceitar caso não se seja assim.

O mais importante não é a quantidade de pessoas que se acercam, mas sim a qualidade das pessoas que se mantém! Essa é a principal questão entre mudar e moldar; isso não quer dizer que precisamos nos moldar para conseguir isso. Independente do meio, temos de conquistar as pessoas pelo que somos, pelo que fazemos e pelo que pensamos de fato. Isso não implica em ser alguém repulsivo, mas sim em entender que cada pessoa se aproximará de forma natural se isso tiver que acontecer. Não precisamos rir de tudo para que gostem da gente. Ou rimos porque gostamos do que ouvimos ou não rimos. A pior coisa que alguém pode fazer é moldar-se.

A moldagem é como uma brasa sobre o gelo. Ela derrete a superfície que se adapta e muda sua forma e assim que a brasa se apaga, volta ao seu estado original. Mas se o gelo muito se molda uma hora a brasa atinge o interior ou deforma de vez o gelo. Assim somos nós; se nos moldarmos a tudo e a todos, uma hora deixaremos que o meio atinja nosso coração e nossa essência, e quando virmos, já teremos uma forma completamente diferente daquela que deveríamos ter pelo que somos. Em suma, se formos simpáticos pela necessidade de ser, uma hora mudaremos nossa essência.



5. Nós mesmos, si mesmo, eu mesmo



Há um estudo que diz que a palavra que a pessoa mais utiliza durante a sua vida é a palavra “eu”. Mas esta não é a primeira palavra que pronunciamos. Nossas primeiras palavras se referem a pessoas e objetos especiais. Elas surgem da necessidade humana de interagir e manter próximo de si as pessoas e coisas que mais importam para nossa vida. É uma questão de sobrevivência saber chamar os pais e saber pedir o “mamá”. Mas analisando de uma forma mais complexa, mostra a dificuldade que o ser humano tem de entender o que de fato significa essa palavra tão proferida, este famigerado “eu”.

Quando uma criança aprende a referir sua colocação espacial com o tão simbólico “eu” um novo mundo se abre no processo evolutivo do ser humano. Ela entende que “mamãe”, “papai” e “mamá” não serão suficientes para ajudá-la a sobreviver no mundo. Ela precisa afirmar a sua presença, ela precisa justificar sua permanência e argumentar suas necessidades com esse pronome no início das frases. E assim permanece por toda sua vida. Uma das lições mais complexas de gramática, complexa no sentido de que na prática ninguém o executa, é que na existência de mais de um pronome, o “eu” vai em segundo lugar! E isso tem uma razão óbvia: o “eu” nunca estará em segundo lugar neste universo.

Cada universo é, de fato, único e particular. Nele cabe uma única pessoa: “eu”. Cada percepção, cada reação, cada estímulo, cada motivação é uma forma de interação deste universo próprio com o universo alheio. Mas, dentro de nós, somos sim a pessoa mais importante do universo. Esse egoísmo existencial, inato e particular é lógico e invariável: cada “eu” só pode viver o seu universo.

Mas quem de fato é este “eu”? Essa é uma pergunta que profissionais passam anos a fio tentando desvendar em letras de livros baseados em teorias e observações experimentais, mas que, ainda assim, conceituam de forma diversa. Se conceituar o “eu” é algo extremamente complexo, é fácil perceber que aceitá-lo é quase impossível.

Aceitar este “eu” é tornar-se responsável por cada virtude e defeito que esse universo particular possui. É aceitar a culpa e o louro de cada atitude, cada expressão deste egoísmo. Mas não é de fato isso que o ser humano quer. O ser humano não quer ser responsável pelas consequências de suas ações e assumir este “eu” seria aceitar que é responsável por cada problema que ele observa no seu mundo e no mundo comum. Aceitar este “eu” é assumir que não se pode mais culpar as oportunidade ou a falta delas por nada; é se assumir causador de cada dor que se sente; é entender que este mundo não é um lugar “ideal” para viver; a culpa é dele. Mas aí se inicia outro problema: o ideal de um “eu” é diferente do outro.

E nessa interação de incertezas próprias a respeito do “eu” é que se inicia o processo de mudança ou moldagem. Cada um quer a perfeição do seu universo e esta só é possível se houver uma interação harmônica com os universos alheios. E é nessa busca desenfreada pela suposta “perfeição” particular que o ser humano deixa de tentar entender e aceitar esse “eu”. O ser humano deixa de olhar as imperfeições do seu universo e entendê-las como características peculiares; deixa de observá-las e buscar conhecimentos e métodos de corrigi-las de forma profunda; uma modificação conceitual e essencial do “eu”. É nesse momento que o ser humano recorre a sua principal característica: a moldagem!

Ele “esquece” seus defeitos ao invés de aceitá-los; ele disfarça seus defeitos ao invés de confessá-los; ele traveste-se de um “eu” completamente estranho na busca desesperada pela mais perfeita interação do seu universo com o universo alheio para que o universo comum o aceite e é aí que o universo particular entra em colapso. Assim como nosso universo particular existe para interagir com os demais, ele é totalmente intolerante com contradições internas. A raiz entra em conflito com os galhos, as folhas e as flores. Os frutos deixam de aparecer ou surgem com defeitos. A árvore adoece e torna-se infrutífera. E como toda arvora doente, as folhas amarelam, as flores murcham, os galhos enfraquecem e uma hora a árvore morre.

Esse é o desafio principal do ser humano durante sua jornada terrena: entender, aceitar e aprimorar este universo particular. Entender o que de fato sua existência significa perante o mundo, aceitar sua essência observando suas qualidades e seus defeitos que o tornam singular e aprimorar esse universo através da aquisição de experiências e aprendizados, mudando de dentro pra fora, tornando-se melhor para si próprio e corrigindo os defeitos que nos fazem adoecer.



Em suma, o objetivo maior da existência é buscar a harmonia nesse universo singular. E para isso o ser humano deve aceitar esse “eu” da forma como de fato é e aceitar o conhecimento que adquire, mudando de dentro para fora, corrigindo as imperfeições que impedem esta harmonia e não viver inserindo contradições pessoais, aumentando ainda mais este conflito particular existente em cada universo.

(Yuri Lucchesi)




Leia mais textos de Yuri na Página dele em Recanto das Letras e o Blog Mitos, Rock & outras filosofias


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Comidinha especial - dia das Crianças

Em se tratando de conciliar as coisas na vida corrida de uma jovem mãe não podemos deixar de lado a alimentação dos nossos filhos. Muitas vezes me sinto culpada por não poder fazer sempre uma 'Comidinha na hora' pra Lara; o máximo que posso fazer é deixar pronto. Mas quem não gosta da Comidinha da mamãe feita na hora,  não é mesmo?
O melhor presente que eu pude dar a ela nesse dia das crianças foi essa comidinha saudável feita na hora e a presença de mamãe que é o melhor presente, tanto pra mãe, quanto pro filho.
Segue a jantinha de hoje e os motivos essenciais dos alimentos escolhidos.  Tudo feito com amor.


Vão as dicas para os bebês que não são muito fãs de legumes:
* sempre faça um prato igual pra você;  eles costumam seguir exemplos.
* se você for saudável,  seu filho também será
* até seu bebê acostumar com os legumes faça purês;
* mas aos poucos faça em pedacinhos,  a mastigação é importante para  o desenvolvimento da fala.
* deixe a comida colorida
* coloque folhas verdes
* cozinhe o alho inteiro junto com os legumes (muito bom em caso de gripe)
* faça um tempero leve
* coloque amor, muito amor!


Cenoura: tem betacaroteno, que se converte em vitamina A no organismo e é essencial pra saúde dos olhos

Arroz e batata: são fontes de carboidratos que nos dão energia pras atividades do dia a dia

Frango: ótima fonte de proteínas e vitaminas do complexo B que são essenciais pro funcionamento das nossas células 

Brócolis: rico em cálcio, mineral importante pra saúde óssea e ácido fólico, vitamina necessária pra saúde do cérebro e sistema nervoso

Alho: ajuda na imunidade, além de ter vitaminas A, C e B2 e B6.

Essas são as dicas da Dra Camila Teles, nutricionista que colabora com o blog e com a alimentação da Lara, ela ainda diz que se "a criança não aceita o legume ou verdura em si, pode-se fazer purês, carnes enroladinha com legumes/verduras, bolinhos, macarrão ou arroz com legumes picadinhos... Dessa forma é uma maneira dela provar o legume ou verdura e acaba se acostumando com os sabores "


Por: Bruna Moreli, estudante e mãe,
 e Dra. Camila Teles, Nutricionista clínica



É com exemplo que se aprende!
Arroz; batata, cenoura e frango refogado e salada de brócolis fizeram a felicidade da Lara hoje!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Como lidar com os olhares alheios

Quando engravidamos novinha demais todos a nossa volta passam a nos olhar com reprovação.  Se não tivermos opinião forte o suficiente deixamos muito nos influenciarem. No começo buscamos força onde não temos, vivemos dizendo que vamos superar e tudo o mais. Mas não é simples assim; apesar de parecer forte e sempre demonstrar que nunca liguei pra opinião dos outros eu sempre tive meus momentos a sós em que chorava pensando em cada palavrinha que ouvia e o quanto era verdade,  às vezes me apegava à ideias de que se eu continuasse a faculdade ela não me reconheceria como mãe,  ou que eu pegaria muitas DPs e não conseguiria concluir,  que seria impossível dançar depois que ela nascesse, quanto mais durante a gestação,  que eu não tinha mesmo juízo,  e que devia casar e seguir o "destino" de uma mulher. Ficava deprimida achando que esses comentários poderiam ser reais. Mas hoje vejo o quanto fui forte ao superá-los e o quanto amei e amo ser mãe.  Porque acima de tudo,  é o amor que me fez superar. É pelo amor ao que estava sentindo e vivendo que conseguia pensar que ela saberia sim quem é a mamãe;  e hoje isso é real; a verdade é que nunca peguei uma DP e consegui chegar ao 3° ano da faculdade,  agora quase no 4° apesar do maior esforço para estudar; dançar é meu maior amor depois da Lara e do Direito, e quando amamos, NADA é capaz de nos fazer parar; juízo ninguém tem, quem tem "juízo" não aproveita as belezas da vida, meu juízo é apenas dar o melhor de mim a qualquer pessoa que conviva comigo,  principalmente minha filha; sobre o destino da mulher? Só não mandei essas pessoas a...porque sou educada.  Meu destino é ser feliz, independente,  amante da vida, mãe,  estudante,  profissional,  bailarina,  meu destino é viver minha vida  em todos os âmbitos e ter alguém ao lado não é obrigação,  é também outra forma de amor, construirei uma família um dia sim, mas não porque é "destino da mulher" e sim porque encontrei alguém que amo e com quem quero dividir todo o resto de minhas conquistas. Apenas inverti o jogo. Os filhos sempre vem planejados por último,  mas Deus achou que eu seria uma pessoa melhor se ela viesse além dos planos e por primeiro! 
PS para Lara: EU TE AMO MUITO,  FILHA! Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida! 


Por: Bruna Francine

Quando eu me dei conta que me tornei uma MULHER!

Entre as coisas que a maternidade nos traz são mudanças significativas no ser, no falar,  no agir, no corpo,  nos pensamentos. .. enfim. . Amadurecemos. E chega uma hora que nos damos conta que apesar de apenas 21 anos, não somos qualquer jovem de 21 anos, somos mães de 21 anos.  E isso implica muitas mudanças pessoais, nossa visão de mundo.  De certa forma,  quando vemos meninas da nossa idade se interessando por determinadas baladas, roupas e festinhas vemos que nossa diversão mudou.  Mas não porque o filho impede, mas porque por nós mesmos a diversão passa a ser outra.  Passamos a ver churrasco entre amigos como momentos preciosos pra por conversas em dia, se divertir,  beber algumas e poucas (porque na manhã seguinte ainda vai ter um bebê acordando cedo e te chamando de mamãe), passa a ser algo valioso cada festa.  Passamos a ver festa de criança como verdadeira confraternização em família e  entre amigos e uma verdadeira recordação de como é bom ser criança.  E quando passamos a ter pensamentos de tal forma, percebemos que amadurecemos tão rapidamente que determinadas coisas deixaram de ter importância e outras passaram a ter um valor maior. 
Fazer papinha passa a ser uma virtude de mãe que busca o melhor,  percebemos que os sites que buscamos não são mais apenas dos nossos hobbies... seja maquiagem, festas, dança,  músicas. ..sim também esses; mas quando nos pegamos em sites de alimentação infantil,  de roupas infantis, etc.,  vemos que não somos mais nós simplesmente.  Somos mães!  Mães maduras. De certa forma isso me assusta um pouco. .. às vezes acho que pulei fases, mas percebo que só aprendi e que quanto antes mulher mais experiência terei como tal. A minha menina continua existindo aqui dentro; mas ela percebeu que a exteriorização é uma mulher!  E isso é gostoso! É maduro! É de mãe!  É de jovem mãe! 

E você jovem mamãe,  que está se sentindo assim lembre que você é uma mulher!  Não se desvalorize!  Não desista de cuidar do seu bebê.  Vai valer muito a pena quando você perceber do amor que é capaz de dar e da pessoinha que foi capaz de criar!  Apenas lute,  conte com ajudas,  mas tome suas próprias decisões como mãe.  Pesquise, leia, pergunte;  mas não desacredite no seu potencial.  Você é mulher! É madura!  Mas é uma jovem mãezinha que tem muito pra viver e vai viver tudo isso com um bebê lindo que é seu maior prazer e sua maior superação na vida. E isso poucas meninas sabem o que é viver!






Por: Bruna Francine

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sentimento do dia

Tem horas que a maior dificuldade é deixar as críticas e comentários alheios de lado.  É como se acolhessemos tudo para nós.  É difícil ser forte sempre. Levantar a cabeça e dizer: "eu sou diferente!"
Eu tenho minhas dificuldades sim, preciso da ajuda da avó,  da madrinha,  da tia... mas nunca fui substituída;  porque o meu papel eu sei bem qual é.  O de mãe que cuida,  que ama, que brinca quando está perto,  que faz comidinha e deixa pronta porque vai ter que ir estudar.  Sabe.. esses valores,  essa força de mãe nova,  é tão gratificante,  mas nos dá tanta incerteza. . Incerteza de não estar fazendo o melhor,  de ser quem somos, de continuar fazendo.  Mas vemos que no fim tudo vale a pena. Porque sempre vamos chegar de um trabalho cansativo ou de uma faculdade exaustiva e receber um sorriso e um abraço que vai te reconhecer e te chamar de "MAMÃE! "
Por: Bruna Moreli com muita saudade da Lara.
Em: Faculdade de Direito de Itu.
Às: 20h39

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Look do dia

Festa de Primavera

Hoje foi dia de festa na escolinha... e foi dia ir a caráter!  Primavera é a época das flores, da alegria! Lara foi de vestidinho branco e a vovó fez uns fuxicos para dar um charme.  Colocou uma fita com lindas flores amarelas.
Florzinha no sapatinho e na fita da cabeça!  E hoje nossa flor foi primaveril.

Minha flor que brotou sem ser semeada e que foi a melhor e o mais e belo presente que Deus me deu!

"Flores são o beijo da Terra pra nós.  Crianças são o beijo de Deus"

Por: Bruna Moreli.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Depoimento da Jovem Mãe Aline Bortoloto de Souza Viana

Meu depoimento sobre ser mãe jovem


Nossa tão novinha!
Deus me abençoou que nunca ouvi comentário pior que esse, mas sempre sinto olhares de desprezo, porém meus olhos nunca estiveram no rosto dessas pessoas. Quando sinto desprezo, olho para minhas filhas sorrio e beijo elas bem “amassadamente”. Faz esquecer.
Desafios? Isso sempre vai existir, não importa a idade da mãe. Filhos sempre são desafios, não importa a experiência que tenha em crianças, ou quantos filhos mais velhos tenha. Sempre, sempre vai haver desafios.
Desde pequena amava a idéia desse desafio, estudei, fiz curso técnico, tentei faculdade. Mas não sentia que fazia parte desse mundo, não queria. Mas tentei.
Não via a hora de ter minha prole, casei, terminei meus estudos, cursei vestibular, não passei, marido e eu conversamos muito e fiz um plano com Deus, era Julho se não engravidasse em 6 meses cursaria faculdade particular. Bom... Deus estava a favor dos meus planos depois de um ano e oito meses de anticoncepcional engravidei no primeiro mês.
Gravidez sadia, muita informação, não foi meu parto dos sonhos, uma recuperação horrível, cuidando de um RN cheio de cólicas, noite e dia de choro durante 3 meses, 1 ano sem dormir direito, uma quase depressão pós parto , não,  não foi fácil. Mas não foi horrível assim, tive muito amor, muito apoio do marido, da minha mãe, da família, assim como toda mãe. E a cada conquista dela, era milagroso, mexia comigo, uma força me cobria, me dava coragem de seguir sempre em frente e que tudo melhora com o tempo.
Filhos são bênçãos maravilhosas, tira o melhor de nós. Aprimora-nos, nos faz a ser humanos de verdade, a amar o próximo porque você sempre pensa “e se fosse meu filho?”.
Ser mãe jovem implica em uma única coisa: Falta de segurança, em si mesmo. Sempre estou pesquisando, me informando, querendo saber se estou no caminho certo, oro muito para Deus me guiar a levá-las ao caminho do bom caráter, de ser feliz e amar a Deus.
Sou mãe jovem há 3 anos e meio. Fiz 19 anos grávida, tenho 3 filhas sendo duas gêmeas. Sou mãe em período integral, faço as compras, cuido da parte financeira da família, lavo, passo, cozinho, faço bolos, bolhachinhas e bolinhos de chuva. Tenho vontade de ser diferente? Não! Amo minha vida! Gostaria de melhorar? Sim, quero ter minha própria renda, quero fazer algo que não esteja relacionado a casa, marido e filhas. Mas nunca é tarde para isso, pois ainda tenho 22 anos.



Aline Bortoloto de Souza Viana.


domingo, 20 de setembro de 2015

Lara - Daminha de honra ao 1 ano e 8 meses de idade!

Simplesmente emocionante...








Tudo que um filho faz para nós mães é lindo! 
Mas essa Lara me surpreende a cada dia e a cada tentativa de incentivá-la em algo legal. Eu sempre quis ser "noivinha" mas nunca me chamaram, e Lara, já tão novinha foi prestigiada com essa honra, lógico que permiti, pra mim toda oportunidade que ela tiver darei a ela, seja do que for. Se ela gostar, ótimo, se ela não gostar, valeu a tentativa.

Ah! Mas quando vi aquela minha bebê já grande, andando no tapete vermelho de chupeta na boca, não tive como não me emocionar, ela foi simplesmente linda, o jeitinho de bebê tornou especial apesar das coisas não terem saído como planejado; e a música! Uma das mais lindas que já ouvi! Amo muito! Arrepiei-me, senti orgulho, um orgulho bom, uma coisa que mães sentem quando seus filhos se saem bem em algo; o mérito é todo dela, mas eu aqui, nos bastidores estarei sempre torcendo por cada passo e cada conquista dela, seja da forma que for!

Assistam aqui o vídeo da Lara entrando na Igreja, sozinha, de daminha. 









Agradeço a minha mãe que ficou com ela no fundo da Igreja para que ela não me visse (achamos que se ela ficasse comigo ela não iria querer desgrudar); à equipe de cerimonialista, responsável por toda a organização, que foi paciente e esteve junto dela. Isso foi importante pra que ela soubesse onde ir e a quem seguir. 


Texto de: Bruna Francine


Créditos e Agradecimentos: Patrícia Bíscaro e Renan Bonfá (noivos); Filó Cerimonial; Elaine Marques e José Xavier (Músicos)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

33 semanas e 3 dias

Pensamentos da mamãe


O que faz uma pessoa ser alguém na vida não é a capacidade, e sim a vontade de ir além. A capacidade só adianta pra quem tem coragem, porque sem coragem de nada adiantaria a capacidade. Hoje sei que a minha maior capacidade é a coragem de acreditar que posso enfrentar qualquer coisa independente dos obstáculos que apareçam, não porque sou alguém que supera facilmente as dificuldades, porque também choro a cada desmotivação, também sofro e muitas vezes penso em desistir, mas lembro que só fracassa quem não tenta, só não chora quem não luta, e que obstáculos não foram feitos para serem superados, e sim para serem contornados, porque eles não vão deixar de existir, mas simplesmente ficarão para trás, para que lá na frente você lembre do que foi capaz.




33 semanas de gestação hoje sendo completadas e a ansiedade de ter a Lara nos meus braços está cada vez maior e o fim do ano está me degastando bastante. Mas a última coisa que eu faria seria desistir. Antes das festas de fim de ano, ainda tenho mais uns dias de trabalho, uma uma prova a ser feita, mais algumas coisas dela para arrumar, sabendo que agora ainda tenho que conviver com algumas limitações físicas que o fim da gravidez impõe. Mas mesmo assim estou confiante que conseguirei realizar todos os meus planos (inclusive dançar). Isso por mim e pela Lara. Porque só chega além quem é capaz de caminhar, não importa com que frequência conseguimos andar, o importante é não parar!


Por: Bruna Moreli

sábado, 5 de setembro de 2015

Chá de Bebê

Meu primeiro chá de bebê - Surpresa!


Se tem uma coisa boa na gravidez são essas surpresas maravilhosas, esse carinho que todo mundo tem pela gente, o cuidado especial, e quando jovens então?! Todo mundo acha que não sabemos nada e querem ajudar, dando mil e uma dicas, muitas que discordamos e etc.. tem mãezinhas que preferem ficar na sua, não ouvir, acham chato.. mas eu ouvia todas! Adorava ouvir história da gravidez de todo mundo - é incrível como quando uma grávida chega num lugar, todo mundo de repente tem histórias de bebê pra contar. Uma das minhas rotinas era pegar ônibus para o trabalho todos os dias; e eram pessoas tão especiais que pegavam comigo que foi inesquecível tudo. Um dia entrei, cumprimentei as meninas que já vinham  e quando chegou "a última" elas fizeram uma festa!! Tinha bexiga, salgadinho e tudo mais! E começaram a me dar presentes, me vendaram para que eu adivinhasse cada um deles, foi tão fofo e tão gostoso...
Depois vi que teve até convite, lembrancinha (um pirulitão colorido), e presentes embaladinhos com tanto carinho.
Apesar dos medos e incertezas da gravidez na adolescência é tão bom receber carinho, nos sentimos importantes, amadurecemos, conhecemos novas pessoas; uma experiência que só a maternidade poderia gerar, coisa que fazem com que nos valorizemos como menina-mulher!
Sempre serei grata a todas vocês meninas que me compreenderam todas as vezes que tive meus enjoos no ônibus (que foram muitos - Leia sobre minha experiência de como lidei com eles).
E a Deus por me dar força e oportunidade de levar adiante uma gravidez tão inesperada e tão bem aproveitada!
Lara, você foi desde sempre meu amadurecimento e minha maior alegria e força de viver!





Por:Bruna Moreli


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dia da Bailarina -1° de setembro

Como conciliar...

Se tem uma coisa que a maternidade me ensinou é que podemos fazer tudo, desde que nos organizemos.
Então, posso dançar sem deixar a maternidade de lado.. Tudo bem, nunca mais ensaiarei como antes e não chegarei perto de ser uma grande bailarina, porque pra isso exige ensaio, muito ensaio, e apesar de amar muito, a maternidade faz com que, além de gostar da dança, amemos mais nosso pequeno ser. Conciliar é muitas vezes incluir o bebê na nossa rotina, sem deixar de tornar algo divertido. Nada tem que ser forçado, se ela não gostasse, claro, não exigiria que dançasse comigo. Mas quando tentei a primeira vez e vi o quanto ela se divertiu continuei incentivando, sempre na medida dela.
Acho legal pais que incluem filhos nas suas atividades, sem forçá-los.
Lara ama cada vez que faço ballet com ela (blé como ela diz) já cheguei a levá-la na aula e ficou tao boazinha... Tentando imitar tudo.
Segue as fotos e vídeos de quando dançamos juntas.


Ainda na gestação eu dancei com Lara às 24 semanas, assistam ao vídeo.


Show de talentos. Lara com 9 meses. 


Apresentacao de fim de ano. Lara com 11 meses




Festival de Inverno - Lara com  1 ano e 6 meses







Por: Bruna Moreli

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A escolha do Nome

A escolha do nome é uma "tarefa" não tão fácil, há pessoas que já sabem o nome dos filhos antes mesmo de planejarem por eles, porém há certas situações que marcam tanto a ponto de influenciar na escolha do nome. Sempre acreditei que é preciso ter um significado para tudo, principalmente no que tange à forma como chamaremos para sempre alguém. Não só o significado etimológico, mas principalmente a história por traz do nome, para mim as histórias são o que motivam gerações a levarem nomes honrados e tudo mais. Claro, saber o significado, ligado à história que contarei logo abaixo, a sonoridade, possíveis apelidos... essas coisas todas que precisamos levar em conta. 
No sentido Literal, Lara significa "muda" ou "falante", contraditório, mas dependendo do contexto na história grega poderia significar um ou outro, e estendo isso hoje, Lara foi meu poço de segredos durante a gestação, ela sentiu todos os meus medos e também vibrou comigo em todas as vitórias, foi muda nesses momentos, hoje aprendendo a falar ela me surpreende com cada novidade e novo som.





A história...

Meu primeiro emprego foi em uma Creche, eu trabalhava no berçário, logo que entrei entrou também uma menininha de nome Lara, afeiçoei-me muito à ela, gostava do jeitinho, apesar de chorar muito eu sentia que conseguia acalmá-la; porém ela não se adaptou ao ambiente da Creche e a mãe resolveu tirá-la, chorei em meu cantinho quando tive a notícia, e logo depois descobri a gravidez, foi então que resolvi estender o carinho por aquela menininha à meu bebê caso ele fosse uma menina. E assim foi. pesquisei todo o significado, gostava da sonoridade e tudo mais. Insisti bastante com o pai para que não fosse Laura, apesar de um nome lindo não teria uma história, seria apenas um nome.
E hoje vejo que combinou com ela. Minha amiga, minha confidente, minha tagarelinha que me dá forças. LARA! 



Por: Bruna Moreli


domingo, 16 de agosto de 2015

Look do dia

Hoje foi dia de passeio ao ar livre.  E passeios assim em dia de calor,  sempre demandam roupas leves e confortáveis.  Para bebês temos que sempre pensar no conforto deles antes da beleza, principalmente se quisermos que seja um passeio agradável em que o bebê divirta-se e nós também. 
Lara foi de macacão florido que ganhou da prima Samantha e sandálias do brechó infantil. O chapeuzinho além de estiloso é indispensável para uma bebê branquinha como ela. E claro,  protetor solar adequado pra idade é recomendado. 
Segue as fotos de hoje.









sábado, 15 de agosto de 2015

A primeira vez que senti meu bebê mexer

A melhor sensação...


"Dia 15 de agosto, papai e mamãe foram à Rafard, com a amiga Simone, pra mamãe fazer os exames para admissão na prefeitura de lá. Fomos fazer os exames de raio-x* com as devidas precauções para não machucar você, e enquanto esperávamos, deitada, mamãe sentiu você mexer pela primeira vez! Chamei papai e você ficou um 'pelotinho'. Foi maravilhoso sentir você!"

Hoje, abri exatamente essa página do "diário da gestação", há exatamente dois anos senti a primeira manifestação da Lara. Isso é emocionante e os movimentos do bebê nos acompanham o tempo todo e é uma das coisas mais sensacionais que já vivi. Já estava aí de 17 semanas e a barriga crescendo...






*O exame de raio-x pode ser feito na gestação, usando-se uma colete de chumbo protetor. Mas se poder evitar tal exame, a recomendação dos médicos é que se adie para depois da gestação. Mas não há problemas em se fazer uma radiografia diagnóstica tomando-se tais precauções.


Por: Bruna Moreli

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Volta às aulas

A saudade é grande...

Há coisas na vida que precisamos fazer e outras fazemos por opção,  mas também há coisas que simplesmente podemos fazer a opção de precisar fazer, para que vire meta e com determinação seja mais fácil superar quando a dor e as dificuldades chegam.
Um dos maiores desafios da maternidade na juventude não é a imaturidade como mulher e mãe,  porque essa, adquirimos no decorrer da gestação e a cada dia e é algo que é instintivo, além do aprendizado que buscamos,  claro que há também a determinação,  que não nos deixa + mães, mas nos deixa a melhor mãe pra um filho.
Mas como dizia, a maior dificuldade está em adequar a maternidade à realidade de jovem.  Incluir e mesclar maternidade e estudos,  por exemplo, é algo conflitante e difícil,  seja pelas horas que passamos distantes ou seja pela dificuldade que um curso superior exige por si só. 
Quanto ao tempo, o que podemos e devemos fazer é aproveitar ao máximo o pouco que temos junto com os filhos e parar de se culpar pelo tempo longe,  pois até esse é por eles, pelo futuro. 
Essa noite a saudade apertou de uma forma impossível,  e não sobrou-me alternativa senão ficar em casa com a Lara.  E o mais divertido foi brincar de cabeleireira. Ela penteando (embraçando) meu "cabelon" com o pentinho roxo (ela não quis outro). São pequenas coisas gostosas e que tornam o momento entre mãe e filha agradável e nos aproxima independente de qualquer distância e tempo longe.
Risadas são garantidas quando a mãe se compromete em fazer aquele tempo o melhor.
Faça o seu melhor enquanto estiver com o bebê,  é desses momentos que ele precisa e só você mãe pode dar. Afinal, "não importa a quantidade do tempo,  mas a qualidade com que se vive cada minuto".



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Aniversário e as reflexões

Comemorando 19!

14 semanas


Celebrar aniversário é algo estranhamente mágico, um dia onde todos seus “amigos” do facebook estranhamente se lembram de você. Um dia em que todos os desejos para você, pelo menos aparentemente, são de felicidades perpétuas. E quando seu aniversário é pouco tempo depois de se espalhar a notícia de gravidez tão jovem?! Ah! Já é um momento de reflexão, e ainda temos que lidar com comentários e desejos de parabéns, que sabemos, vêm cheios de comentários implícitos; mas você, minha jovenzinha grávida, pode dizer a todo mundo que o dia é seu! Só seu! você é mãe sim, o bebê está sim com você, mas você ainda é uma pessoa, ainda tem sentimentos e ainda merece receber notícias de que a vida vale a pena e é bonita. Porque seriam as palavras que você receberia se estivesse "sozinha". 
Bom, mas a realidade é que você não está, e muitos irão começar desde agora a te dar muitos presentes relacionados a mães; acostume-se, seus verdadeiros amigos sempre lembrarão de você! Aproveite seu dia da mesma forma, seja feliz da mesma forma, curta esse serzinho dentro de você, e reflita que a partir desse aniversário o seu maior presente em todos os outros até o fim da vida será o sorriso dessa pessoinha que você está gestando, e que você jamais pensará em presentes sem lembrar dele, você sempre sorrirá se ele estiver com você!
Então, esqueça as reflexões tradicionais de aniversário e de que juventude é pra ser curtida, a forma de curtir a sua é diferente, e sua vida não acaba, mas começa magicamente, estranhamente, doloridamente e maravilhosamente agora!
O que nos resta fazer é aproveitar cada momento e aceitar todo voto bom e desejar o mesmo em dobro.
Afinal! Aniversário é um tempo bom! Tempo de celebrar mais um ano de vida e existência! E tem coisa mais magnifica e milagrosa do que viver?! E do que gerar uma vida?!
Então.... Apenas vamos celebrar!

Por: Bruna Moreli

domingo, 9 de agosto de 2015

Dia dos Pais

Quando deixamos a adolescência e nos tornamos mães, passamos a ver beleza no pouco.  Não é diferente quando o mesmo acontece com os garotos.  E então,  num dia como esses o melhor presente é aquilo que seu filho é capaz de produzir. E o incentivo nessa fase é muito importante e o resultado é maravilhoso aos nossos olhos.
Até ontem as crianças eram nós.  E hoje já são nossos filhos. E nós nem se quer imaginávamos que poderia ser assim tão cedo para nós. 
Mas, mãezinha jovem( e papais)... Você pode continuar a fazer desenhos que gostava,  só que agora você tem uma companhia pra fazer com você!
E a todos os pais também adolescentes,  feliz dia dos Pais! A responsabilidade "jogada" em vocês tão novos e com tantos sonhos não deve ser fácil,  mas acreditem:  a recompensa vem sempre!  E um dia você será o herói do seu filho como seu pai era o seu! Parabéns! 
Por: Bruna Moreli.
Desenhos: Lara B. Ribeiro

sábado, 8 de agosto de 2015

Sangramento no primeiro trimestre - é normal?

8 semanas

 Um sangramento é algo comum para as mulheres quando se trata de menstruação regular, mas quando se trata de gravidez é algo que devemos nos atentar, pode não ser nada como no meu caso, ou pode ser algo preocupante. De qualquer forma, tive muito medo e procurei imediatamente um hospital, apesar da gravidez inesperada eu desejava muito meu bebê e já o amava e queria dar o meu melhor pra ele.
Foi a primeira vez que a mamãe teve medo de te perder, bebê (esse é o pior sentimento do mundo), Então realmente comecei um tratamento - até então ainda estava confusa quanto a médico, convênio, etc. Depois descobri sozinha que primeiro devemos escolher um humanizado, e acreditem, não são todos, como deveriam, mas enfim, isso é assunto pra outra hora. Foi então quando “caiu a ficha” que eu deveria pensar em você em tudo que eu fizesse, cada movimento, cada gesto, cada coisa que comesse, tudo você estaria fazendo junto comigo.

Era então preciso marcar o pré-natal, onde acompanharia você a gestação inteira, bebê, seguindo as indicações médicas (e um pouco de instruções caseiras funcionam também) e faria tudo pra você crescer forte!

Esse momento em que "cai a ficha" é um pouco desesperador, mas sabe, aos poucos vamos nos sentindo mais mulher, começamos a pensar em tudo para o bebê, nossa vida passa a girar em torno do bebê, e isso acontece independente de que fase da vida veio. Simplesmente acontece. E de repente você percebe que já é uma mãe!

"Mães jovens são aquelas jovens de espírito para brincar com os filhos, e jovens mães são aquelas que amadurecem para cuidar deles da melhor forma possível. E isso independe de idade!"


Por: Bruna Moreli     

Look do dia

Faixas de Cabelo


Se tem uma coisa que todas as garotas gostam é moda. Talvez você nem seja lá tão "antenada", nem se quer acompanhe as últimas coleções.  Mas toda garota quer ser bonita e se preocupa com o look. 
Quando nos tornamos mães,  mesmo que jovens, não deixamos de nos embelezar, porém mesmo sem querer todo look que olhamos pensamos nos nossos babys. São nossos modelinhos.. rsrs.
Hoje Lara está modelando para Marcia Del Rio (curta a página no face: Del Rio Artesanatos) com as faixas de cabelo.  Usei esse tipo de faixa desde que ela é pequena. Sou apaixonada por laços e flores!  Essas feitas com tecido de meia são as melhores e não apertam a cabecinha do bebê.






Por: Bruna Francine

Arte de: Marcia Del Rio 

Destaque do dia

Ser mãe

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