quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Educar é um trabalho de formiguinha

Tem vez que nós pensamos que não vamos conseguir, que aquele aprendizado não vai ser colocado em prática. Parece que falamos com as paredes, que ninguém nos ouve.

Embora a paternidade ativa esteja surgindo com maior aderência ainda temos, nós mães como maioria e maior responsabilidade na educação dos nossos filhos. 

E sentimos que estamos carregando um fardo pesado demais para nossa capacidade...mas...quando menos esperamos nós chegamos ao nosso destino e é maravilhoso.

Vou contar para vocês de onde surgiu essa minha vontade de escrever sobre esse assunto:

Aqui em casa somos cristãos. Apesar disso, não digo que antigamente era melhor, pois cada época tinha sua dificuldade e a idade que estávamos e emoções que sentíamos em cada época afeta nossa perspectiva. Mas nos dias de hoje é mais complicado seguirmos os valores de Cristo quando quase ninguém segue. 

Quase todo mundo usa da mentira para subir de cargo, honestidade é visto como fraqueza, somos orgulhosos, não perdoamos.

E fica difícil educar os filhos para serem bons, amáveis, honestos, sinceros, quando quase ninguém no mundo é, inclusive nós pais.

Então... as briguinhas de irmãos, a competitividade, disputa por atenção, manipulações para ser amado e admirado, construção de autoconfiança, auto estima, amor próprio... está cada vez mais difícil de ensinar.

O mundo está globalizado, não basta mais o exemplo dos pais e da família. 

Nicole está para fazer 6 anos agora em Março. Ela sempre foi uma menina muito preocupada com a própria imagem, que roupa vestir, combinar cores, o que as colegas vão pensar, isso desde sempre. Amava colares, pulseiras, pintar unha, maquiagem.

Veja, eu não uso nada do que ela gostava, nem incentivo a gostar, mas ela gostava. Meu marido se incomodava com isso, temia que ela fosse vaidosa (no sentido de excesso) quando crescesse "Se ela é assim agora, imagina quando crescer!".

Eu já tinha uma visão diferente, de que com amor colocaríamos nela o que realmente Deus requer, não apenas dizer " Deus não gosta" "Isso é vaidade".

Além da nossa crença tem outras questões com relação a isso. Tem mulheres que não tem liberdade com o seu eu natural, como se ninguém a fosse respeitar sem maquiagem/pinturas e isso é extremamente prejudicial, como se a imagem determinasse valor.

Propus então que valorizássemos ela pelas qualidades que ela tinha e pelo natural dela. Invertendo os discursos. De "que linda você é" para "que incrível você é". " Você ficou linda com as unhas pintadas, mas a cor que Deus as pintou também é muito linda, olha só que rosinha lindo". 

E parecia que nunca ia ter resultado, ela sempre se dizia que era feia, que aquela roupa a deixava feia, que as colegas iam ou não iam gostar. Foram meses de trabalho diário e muito mais que uma vez por dia. 
Até que num dia ela não quis pintar as unhas, disse que o rosinha natural era lindo, não quis mais batom, nem se importou mais com a opinião das colegas. 

Ela ainda pinta de vez em quando, brincamos com maquiagem, pintura no rosto, vestimos roupas lindas mas ela entendeu que a imagem dela é apenas um adereço, o que importa mesmo são nossas qualidades.💓
Nicole é a da direita, nessa foto ela estava muito brava, porque estava feia.

2 comentários:

  1. Que bacana esse post. E concordo, é um trabalho de formiguinha, mas que conseguimos resultados positivos.
    Que bom que a Nicole entendeu que o que importa são suas qualidades. ^^

    Beijo!
    Cores do Vício

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Conseguimos! Obrigada Pathy. Beijões.

      Excluir

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