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[Reflexão] Qual nosso valor? Qual o valor da mãe que há em você?

Estamos em crise  econômica e política. Brasil cada dia levanta mais um pouco da saia e vemos suas sujeiras.Empregos e ações caindo. Preços aumentando.

Sabemos o quanto isso é bom para os brasileiros, mas até nos recuperarmos dessa crise quem mais sofre? Quem tem filhos.

Não é fácil ser mãe e não ter dinheiro. Não poder fazer todas as vontades do filho dói demais!
Ontem eu não resisti. Foram muito dias recusando brinquedos e bolinhos no mercado. Já dei muito "não" e não consegui dar outro. Minhas filhas são extremamente compreensivas. O que dói mais ainda, porque é fácil dizer não para a criança que faz birra e se joga no chão. Mas dizer não para aqueles olhos brilhantes perguntando: "É caro mãe?" dói demais!

E eu me dei conta do meu valor como mãe. De ser forte. De ir contra meu ímpeto de comprar tudo. Porque muitas vezes não queremos criar seres consumistas mas em outras muitas vezes é por não ter dinheiro para comprar tudo que eles querem. De querer comprar tudo, mas dizer não.
Nós muitas vezes cozinhamos, limpamos, trabalhamos, pesquisamos, cuidamos, economizamos, tudo por eles. E nem fazemos esforço. Por amor. Por prazer. Fazemos tanto por amor que nem notamos nosso esforço, ele simplesmente sai da gente, sem dor, sem sofrimento. Sorrindo.

A gente se dá contra do trabalho que temos quando estamos cansadas. Chega uma hora que nosso corpo não aguenta e cansamos. E olhamos por dentro e por fora de nós. Olhamos a casa, o companheiro, os filhos e vemos o tudo que fazemos. E é aí que damos o valor em nós mesmas.

É amiga.... a gente faz muito!

É mãe, hoje eu sei que quando você dizia que doía em você tanto quanto em mim. É verdade.

No dia das mães de domingo minhas filhas apresentaram uma dança no ballet com a música Trem Bala de Ana Vilela, postei no face e uma amiga me disse: "Que lindas, arrasaram. Parabéns, esse trabalho depende de vc também". E eu nunca tinha visto dessa maneira, porque mãe não conta nos dedos os esforços que faz. Mas ter alguém para reconhecer isso é gratificante demais.
Então de mãe para mãe:

Nossos filhos irão crescer e nós daremos os ombros para eles subirem e olharem o mundo por trás do muro. Seremos quem fica embaixo, sem ver nada. Apenas vendo o sorriso deles e sabendo que estão felizes. Eles vão pular e nós ficaremos sosinhas. Mas vai chegar um dia, que nossos filhos estarão grande o suficiente para nos puxar para cima do muro e sentaremos nele e ficaremos lá observando o mundo, a vida, a história que nós ajudamos eles a criar.

Hoje estou muito emotiva, então beijos e vou ali no canto chorar um pouco.
Aline Viana.

Comentários

  1. Aí você está emotiva e tem que me fazer chorar também?

    Ain Line, como esse texto é verdadeiro e intenso...

    É mesmo bom nos valorizarmos.

    Agora eu que vou ali chorar um pouco rsrs

    Beijos.

    ResponderExcluir

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