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Outono. Porque eu adoro Outono.

Gente, quando começa mudar o tempo de verão para outono eu começo a surtar porque geralmente nessa época é que começa os ataques de asma das meninas.
Mas graças a Deus e a homeopatia nós estamos bem esse ano. O que nos leva ao titulo: Por que eu amo outono?

Esses dias eu tava com uma sensação tão deliciosa, um calor no peito e eu sabia que era devido ao clima, posição do sol, barulho do vento e não lembrava porque. Passei dias pensando e estou descobrindo devagar.

Nicole nasceu em março, mas quando ela tinha semanas de vida o outono chegou. Era início de Abril. Nossas primeiras consultas ao pediatra foi no outono. Quando ouço o barulho do vento eu me lembro carregando aquela bebê toda enrolada na manta, do meu nariz gelado, do corpinho quente dela, do carro com janelas fechadas, e o barulho do transito lá fora. As pessoas agasalhadas se encondendo do vento.

A tardezinha nós iamos dormir, e ficava eu e ela naquele quarto gelado, de meias e luvas, embaixo do cobertor. A luz que entrava no quarto era pouca por causa da cortina verde e do tempo nublado. Ela dormia tranquila e eu com frio pensava se ia ou não tomar banho enquanto ela respirava profundamente. O barulho do vento na janela me convidava a ficar mais um pouco ali deitada a observando.

Lembro também de quando engravidei das gêmeas, e minha barriga crescia nesse clima frio. Minhas camisetas de frio custavam a cobrir a barriga toda. Então eu preferia ficar com as camisetas do meu marido, com as blusas dele e calças de moletom. Ficava eu e a Nicole naquela casa. Ela tinha feito seu primeiro aninho e estava graciosa e maravilhosa como toda criança de um ano de idade. A cada dia que ela ficava mais fofa, mais eu tinha certeza que nós seriamos ótimas amigas daqueles dois seres dentro de mim.

Nicole toda fofa de touquinha, nariz vermelhinho e poucos dentinhos na boca. Falava uma porção de pequenas palavrinhas e eu tentava colocar aquele vestido que quase não me cabia mais.

Lembro das nossas consultas ao pediatra quando as gêmeas tinham uns 4 meses. Nossos raros passeios noturnos.E com 6 meses eu lembro do barulho do vento na janela da nossa própria casa. Nosso primeiro ano juntas, nosso primeiro ano na NOSSA casa. Dos edredons que eu colocava na cozinha para aquelas bebês ficarem por perto enquanto eu assava um bolo, e de como rapidamente elas estavam fora dele.

Lembro delas tentando engatinhar, com aquealas meinhas escorregadias que logo a mamãe comprou as antiderrapantes para passearem pela casa.

O outono tem cheiro. Tem cheiro de vida. Tem cheiro de frio, mas também de calor humano.
As memórias ficaram presas no clima, no barulho do vento, no sol quentinho junto com o vento gelado.
E eu espero e torço para que essas lembranças nunca saiam da minha mente. E que a cada outono novas lembranças entrem e deixem nosso frio ser mais quente.

Aline Viana.

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